Arquivo para Fevereiro 29th, 2008

29
Fev

Festival de Curitiba 2008

 

Falta menos de um mês para o início do maior festival de artes cênicas do Brasil. Trata-se do 17º Festival de Curitiba que terá mais de 300 espetáculos à capital paranaense. Os ingressos estão sendo vendidos no ParkShopping Barigüi (Curitiba), Morumbi Shopping (São Paulo), Barra Shopping (Rio de Janeiro) e também pela internet no site www.ingressorapido.com.br.

Adriana Esteves, Marcos Palmeira, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Louise Cardoso, Patrícia Selonk, Drica Moraes, Luís Melo, Simome Spoladore, Marcos Breda, Cláudia Ohana e Deborah Colker são alguns dos artistas que estarão em montagens na edição 2008 do Festival.

O festival também tem como destaques o grupo Piollim, da Paraíba; a Cia. Luna Lunera, de Minas Gerais; Cia. Vigor Mortis, do Paraná; Cia. Carona, de Santa Catarina; a Intrépida Trupe e Cia. Teatro de Nós, do Rio de Janeiro; o musical “Beatles: Num céu de diamantes”, de Charles Möeller, e o espetáculo japonês “Júpiter: Conquista da Galáxia”.

Os ingressos da Mostra de Teatro Contemporâneo custam R$ 30 e R$15 (meia); do Risorama, R$ 30 e R$ 15 (meia); e o Fringe terá ingressos variando de entrada franca até R$ 30.

 

Fonte:www.bonde.com.br

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29
Fev

O que é punk pra você?

 

O que é punk pra você? Faça esta pergunta para 20 pessoas e, provavelmente, você obterá uma resposta diferente de cada uma. Historicamente, o termo foi usado pela primeira vez em meados da década de 60. Era um termo usado para definir as pessoas que iam a shows do New York Dolls. “A primeira vez que escutei a palavra punk foi em 73 e era pra definir as pessoas que usavam roupas velhas, rasgadas e que estavam nos shows da banda”, diz Mykel Board, colunista da Maximum Rock’n’Roll, um dos fanzines mais respeitados do mundo sobre o tema.

O escritor e jornalista punk Mykel Board

Movimento de contra cultura? Estilo musical ou de vida? Para Marcos, guitarrista da banda Agrotóxico é isso e mais um pouco: “um estilo de vida autônomo e libertário associado com um gênero musical alternativo e independente”. Mas afinal, se ele nasceu como movimento cultural e virou estilo de vida libertário, como explicar tantas brigas, roubos e assassinatos causados por punks e tão explorados pela mídia recentemente? Para o pesquisador Carlos Venezysky, doutor em movimentos de Contra Cultura pela Universidade de Viena, o termo punk extrapolou conceitos. “O punk existe dentro de uma cena fechada, mas o termo foi totalmente engolido pelo capitalismo e qualquer adolescente se diz punk para se mostrar jovem e rebelde”, explica. “Para “a mídia, é algo violento, sujo e com nenhuma relação aos movimentos que levaram a forjar o termo”, complementa e ainda dispara: “é muito parecido com a deturpação para se falar em anarquismo, afinal, o que era para designar auto-gestão, virou sinônimo de baderna”.
Explicações à parte, desde o começo do mês, “punks” estão relacionados a assassinatos, roubos e brigas de gangues em São Paulo. Segundo notícias vinculadas na imprensa, mataram um ajudante de quiosque no Parque Dom Pedro (Folha de S. Paulo, 14/10). Segundo informações levantadas pela polícia, o assassinato ocorreu porque um casal “punk” queria sair sem pagar uma pizza encomendada. Roubo é punk? Há também a notícia de uma briga entre integrantes do “movimento” com skinheads (Folha de S. Paulo, 23/10). Brigas assim acontecem desde a década de 70. Ideais libertários de um lado e de nacionalismo e segregação do outro. Violência é punk?
O que mais chama atenção disso tudo, que inclusive serviu de tema para um debate na Rede Record de televisão na madrugada de 23 de outubro foi o espancamento de um adolescente por outras 20 pessoas que, claro, se denominavam punks. Dentre estes, alguns tinham nos bolsos flyers e folhetos de um encontro do movimento dia 11 de novembro, no teatro municipal? Eles estavam saindo de um show no Hangar 110 e, além do ato covarde, ainda roubaram o tênis da vítima, que segue internada em um hospital. Espancar e roubar são atitudes punk?
Pobre do Hangar, monumento da cultura paulistana, casa que sempre abriu suas portas e ajudou bandas a se desenvolverem no país. Viu seu nome refletido em vários lugares, sem ter a culpa de nada. Até porque o incidente ocorreu a duas estações do metrô de distância. Deturpar e prejudicar alguém é punk?

Jay Bentley, baixista do Bad Religion

“Tudo era mais simples quando o punk era algo pequeno, quando as pessoas se preocupavam com mensagens de mudanças, paz e com a cultura em si”, diz Jay Bentley, baixista do Bad Religion. “Punk pra mim é meu pai, que trabalhou a vida inteira pra ganhar pouco e depois de aposentado ainda recebe uma merda de salário”, diz Brek, baterista do Mukeka di Rato.
O punk começou na sarjeta, foi rotulado e roubado por bandas que atingiram o mainstream na década de 90 e hoje, assim como foi na década de 80, se perde entre violência sem sentido e jovens esteriotipados que se escondem atrás de gangues para suprir alguma carência. E pra você, o que é punk?

João Veloso Jr., 31, é jornalista, consultor de comunicação, baixista e acha que o punk é muito mais um movimento político e cultural do que essa bagunça generalizada.

 

do artigo: “Microfonia - Punks matam em São Paulo?”
por: João Veloso Jr

Fonte: www.zonapunk.com.br

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29
Fev

The Clash - “Live: Revolution Rock”

Será lançado na gringa, em Abril, um novo filme/documentário sobre o Clash, chamado “The Clash Live: Revolution Rock”. O video foi dirigido por Don Letts, o mesmo que fez o documentário da banda “Westway To The World”, e será focado nas apresentações ao vivo do quarteto, desde seu ínicio até os últimos shows em estádios.
Ainda não há notícias se o filme vem para cá, mas enquanto isso, fica aí o trailer.

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