Arquivo do Autor para orgasmatrons

14
Abr

QUEEEEEE BELEZA HAN?!

Escuta…

Não sei se vocês ouviram falar, mas parece que a querida justiça brasileira está querendo suspender as atividades do WordPress. Até aí, normal - mais uma da série de atropelos que já inclui intermináveis proibições de vendas de games considerados violentos, a fatídica decisão de proibir que a campanha eleitoral brasileira deste ano se prolifere via internet e o clássico episódio envolvendo aquela apresentadora/noiva/modelo e o YouTube. Tão normal quanto os próprios usuários do WordPress protestar contra a decisão - absurda - de suspender todo um serviço por causa de UM blog. Mas, porra, se o WordPress corre o risco de sair do ar, porque raios abrem um blog pra protestar contra isso NO PRÓPRIO WORDPRESS? Deve ter alguma explicação, não é possível…

eh…..tá aí….fim do trabalho de marketing….que pena!

rsssss

Posted by the girl

08
Abr

rsssss

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eh…..

 

fonte:trabalhosujo

posted by the girl

02
Abr

Artists & Prostitutes

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A temática de David LaChapelle, além de única, é tão peculiar que é impossível não reconhecer o trabalho do fotógrafo em qualquer parte. O absurdo e o exagero de cores, formas, pessoas e situações são a marca deste norte-americano, que lança em fevereiro a coletânea Artists & Prostitutes, uma retrospectiva das inúmeras imagens captadas por ele desde a década de 80.

Foi exatamente no final dos anos 80 que LaChapelle começou a ser reconhecido na cena nova-iorquina por imagens surreais, de fotos ultrasaturadas, que misturam o glamour com uma fantasia cômica, ao mesmo tempo bela e bizarra. Descrito pelo New York Times como o “Fellini da fotografia”, David LaChapelle tem já alguma obra publicada sobre o assunto.

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Em 1996, publicou o livro de estréia, LaChapelle Land, pela editora Calllaway, e Hotel LaChapelle, também pela Calllaway, e If You Want Reality, Take the Bus, pela Artmosphere, em 2002.

Entre as celebridades que tiveram o privilégio de serem clicadas pelo artista (que depois trata as imagens no photoshop, criando outras cenas e estourando cores) destacam-se Madonna, Amanda Lepore, Eminem, Philip Johnson, Lance Armstrong, Pamela Anderson, Lil’ Kim, Uma Thurman, Elizabeth Taylor, David Beckham, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio, Hillary Clinton, Muhammad Ali, Britney Spears.Artists & Prostitutes reúne muitas fotos picantes, como as de Naomi Campbell completamente nua sobre uma mesa de jantar e, em outra, derramando leite nela mesma deitada no chão da cozinha com a geladeira aberta.

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A atriz Pamela Anderson também surge com os seios à mostra em uma espécie de banheiro futurista, e Gisele Bündchen posa de “biquíni” de fitas, em fotografia feita para um editorial da revista The Face. Em outras fotos, Sarah Jessica Parker aparece de lingerie preta, abrindo o sobretudo dentro de um metrô lotado, e Madonna “encarna” um dragão.

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Sem dúvida, as 688 páginas do livro trazem muito mais do que celebridades nuas. As imagens que resultam das fotografias de LaChapelle contam “histórias”, visto que falam através de personagens que sempre têm algo de não-humano e que se encontram em situações muito peculiares, carregadas de humor, ironia e surrealismo. No entanto, apesar de só por si a temática ser extremamente sugestiva, o que torna as imagens poderosas é a pose, a compustura, o brilho e o glamour dos modelos.

Fonte:comunidademoda

Posted by the girl

29
Mar

The Misfits em Curitiba

Misfits no Brasil: novas datas anunciadas
   
Foto: Divulgação
A lendária banda Punk Misfits é uma das atrações da primeira edição do festival Maquinaria Rock Fest que será realizado nos dias 17 e 18 de maio no Espaço das Américas, em São Paulo. A apresentação do grupo norte-americano já estava marcada para o dia 17, e agora a produtora Top Link anunciou em seu site oficial mais dois shows do grupo pelo país.O Misfits se apresentará no dia 16 em Curitiba e no dia 18 em Porto Alegre. Na capital do Paraná o local do evento ainda não foi determinado, já na capital gaúcha o show será realizado no Bar Opinião. Ainda não há informações sobre o valor dos ingressos.

A atual formação do Misfits conta com Jerry Only (voz, baixo), Dez Cadena (guitarra), e Roberto Valverde ( bateria).

                                                                            Posted by the guy

28
Mar

Curiosidade

   A curiosidade é a capacidade natural e inata da inquiribilidade, evidente pela observação de muitas espécies animais, e no aspecto dos seres vivos que engendra a exploração, a investigação e o aprendizado. A curiosidade faz com que um ser explore o universo ao seu redor compilando novas informações às que já possui. Também se designa desse modo qualquer informação pitoresca.

A curiosidade humana é o desejo do ser humano de ver ou conhecer algo até então desconhecido. A curiosidade, porém, quando ultrapassa um limite pré-estabelecido pela ética social, como por exemplo a invasão de espaço alheio, pode ser reprimida. Alguns termos populares podem designar alguém demasiadamente curioso: xereta, bicão, intruso, intrujão etc.

27
Mar

CURITIBA CALLING 2008

SAB 29 MAR (Curitiba 315 anos)

KÃES VADIUS
CWBILLY’S
RÁDIO CADÁVER
BARBATANAS
PSYCHO MONSTER

Entrada R$ 10 antecipado (Vitrina Rock Style)

92 Graus
Des. Benvindo Valente, 280 - Alto São Francisco - Curitiba/Pr (Próx. a pç. do Gaúcho) - (041) 3308-2792

                                       

                                                   Posted by the guy

26
Mar

Elizabeth Bathory

Erzsébet Báthory (em húngaro) ou Elizabeth Báthory (agosto de 1560 - 21 de agosto de 1614), foi uma condessa que entrou nos anais da História pela sua crueldade e sadismo. Responsável pela tortura e assassinato de inúmeras servas, foi cognominada de Condessa Drácula. O seu local de nascimento fazia então parte do Reino da Hungria, território hoje pertencente à República Eslovaca. A maior parte de sua vida adulta foi passada no Castelo Cachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, a Hungria e a Eslováquia se juntam.

Bathory cresceu numa era em que a maior parte da Hungria tinha sido conquistada pelas forças turcas do Império Otomano, sendo o campo de batalha entre exércitos da Turquia e da Áustria (Habsburgo). A área também ficou dividida por diferenças religiosas. A família de Bathory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional. Foi criada na propriedade da poderosa família Bathory em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança, era sujeita a doenças repentinas, acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável. Em 1571, seu primo Stephen tornou-se príncipe da Transilvânia e, mais tarde na mesma década, ascendeu ao trono da Polônia. Foi um dos regentes mais competentes de sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos fossem frustrados em virtude dos esforços necessários para combater Ivan, o Terrível, que cobiçava o território de Stephen.

Elizabeth era senhora de uma grande beleza, apenas igualável pela sua extrema vaidade. Aos onze anos ficou noiva do Conde Ferenc Nadasdy, passando a viver, de acordo com a tradição, no castelo dos Nádasdy, em Sárvár, Em 1574, Elizabeth engravidou como resultado de um breve affaire com um camponês. Quando sua condição se tornou visível, foi escondida até a chegada do bebê. O casamento ocorreu em maio de 1575. O Conde Nadasdy era soldado e ficava fora de casa, freqüentemente, por longos períodos. Nesse meio tempo, Elizabeth assumia os deveres de cuidar dos assuntos do Castelo Sarvar, de propriedade da família Nadasdy. Foi aí que suas tendências sádicas começaram a revelar-se - com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens.

Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos detentores do poder para com os criados era coisa comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava todas as desculpas para infligir castigos, deleitando-se na tortura e na morte de suas vítimas. Espetava alfinetes em vários pontos sensíveis do corpo das suas vítimas, como, por exemplo, sob as unhas. No inverno, executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar na neve, despejando água gelada nelas até morrerem congeladas.

O marido de Elizabeth juntava-se a ela nesse tipo de comportamento sádico e até ensinou-lhe algumas modalidades de punição. Mostrou-lhe, por exemplo, uma variação desses exercícios de congelamento para o verão: despia uma mulher e a cobria com mel, deixando-a à mercê dos insetos. Ele morreu em 1604 e Elizabeth mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Cachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados.

Nos anos que se seguiram à morte do marido, a companheira de Elizabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe. Quando Darvulia adoeceu, Elizabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de um fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido responsável pelo declínio final de Elizabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Em virtude de estar tendo dificuldade para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elizabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio.

No início do verão de 1610, tiveram início as primeiras investigações sobre os crimes de Elizabeth. Todavia, o verdadeiro objetivo das investigações não era conseguir uma condenação, mas sim confiscar-lhe os bens e suspender o pagamento da dívida contraída ao seu marido pelo rei. Elizabeth foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. O julgamento teve início alguns dias depois, conduzido pelo Conde Thurzo. Uma semana após a primeira sessão, foi realizada uma segunda, em 7 de janeiro de 1611. Nesta, foi apresentada como prova uma agenda encontrada nos aposentos de Elizabeth, a qual continha os nomes de 650 vítimas, todos registrados com a sua própria letra. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Elizabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi encarcerada num aposento do castelo de Cachtice, sem portas ou janelas. A única comunicação com o exterior era uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos. A condessa permaneceu aí os três últimos anos de vida, tendo falecido em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed.

No julgamento, não foram apresentadas provas sobre as torturas e mortes, baseando-se toda a acusação no relato de testemunhas. Após sua morte, os registros de seus julgamentos foram lacrados, porque a revelação de suas atividades constituiriam um escândalo para a comunidade húngara reinante. O Rei húngaro Mathias II proibiu que se mencionasse seu nome nos círculos sociais. Não foi senão cem anos mais tarde que um padre jesuíta, Laszlo Turoczy, localizou alguns documentos originais do julgamento e recolheu histórias que circulavam entre os habitantes de Cachtice, onde ficava o castelo de Elizabeth. Turoczy incluiu um relato de sua vida no livro que escreveu sobre a história da Hungria. Seu livro sugeria a possibilidade de Elizabeth ter-se banhado em sangue. Publicado durante o ano de 1720, o livro surgiu durante uma onda de interesse pelo vampirismo na Europa oriental. Escritores posteriores retomariam a história, acrescentando alguns detalhes. Duas histórias ilustram as lendas que se formaram em torno de Elizabeth, apesar da ausência de registros jurídicos sobre sua vida e das tentativas de remover qualquer menção a ela na história da Hungria:

  • Diz-se que certo dia a condessa, já sem a frescura da juventude, estava sendo penteada por uma jovem criada, quando esta puxou seus cabelos acidentalmente. Elizabeth virou-se para ela e a espancou. O sangue espirrou e algumas gotas caíram em sua mão. Ao esfregar o sangue, pareceu-lhe que estas rejuvenesciam. Foi após esse incidente que passou a banhar-se no sangue de humanos.
  • Uma segunda história refere-se ao comportamento de Elizabeth após a morte do marido, quando se dizia que ela se envolvia com homens mais jovens. Numa ocasião, quando estava em companhia de um desses homens, viu uma mulher de idade e perguntou a ele: “O que você faria se tivesse de beijar aquela bruxa velha?”. O homem respondeu com palavras de desprezo. A velha, entretanto, ao ouvir o diálogo, acusou Elizabeth de excessiva vaidade e acrescentou que a decadência física era inevitável, mesmo para uma condessa. Diversos historiadores têm relacionado a morte do marido de Elizabeth e esse episódio com seu receio de envelhecer.
    Posted by the guy
26
Mar

Punk Rock


 

O sonho havia acabado, e foi duro acordar dele e deparar com um mundo, onde o jovem sequer tinha o que sonhar. Este foi o mundo mostrado tão magnificamente pela sétima arte, por Kubrick, em A Laranja Mecânica. Que soco, que podre, que horror, era preciso correr, tudo ficou dark, punk e skinhead, e de repente, sem submarino.

Punk foi o movimento de estilo jovem, que nasceu em 1977, em Londres. A palavra significa podridão, sujeira, insanidade. O movimento levantou a bandeira da desilusão, sendo seu lema: No future. Surgiu durante a crise econômica inglesa da década de 70, com o desemprego e as novas formas de pobreza. Existe até hoje e é movimento típico de países ricos que não abrem espaço para absorver a jovem mão-de-obra com pouca escolaridade e baixo nível tecnológico.
Para os roqueiros, os Beatles, com seus ternos de veludo e peito rendado, queriam parecer doces e pacíficos. Os Rolling Stones eram a imagem da violência e dos que se opunham, por princípio, a tudo; eram jovens de Blusão Negro e camisa fosforescente, que promoviam quebra-quebra. A comunidade dos Blusões Negros era o símbolo da união dos grupos de jovens e representava a vida em bando, nos grandes centros urbanos.


Bollon (1993) lembra que o uso dos casacos negros de couro significava que seu usuário, com ele ,defendia o próprio couro como se defende a própria vida. Não se pode roubar um couro, pode-se recuperar ou tirar, arranjar ou despojar de alguém que não esteja usando ou não saiba se defender. Sob esta roupa se esconde uma ideologia, a da solidariedade e do reconhecimento no seio do bando e sinaliza, publicamente, para a representação da violência e da agressividade, que tanto pode ser pública como privada, guardada para usar no universo fetichista da sexualidade Perv. É deste universo agressivo que brota o mundo Punk.

 

Este grupo adotou um traje anárquico, louco, desesperado e rasgado e destruído. O vestuário Punk era um traje-cenário: botas de couro, correntes e tatuagem. O couro é o material nobre para o vestuário deste grupo. Como a pele é o couro de cada um, assim como se estampa um tecido ou camiseta, a própria pele que deve ser estampada em forma de tatuagem; é na pele que se sofre, onde estão os hematomas, por isso, a roupa-pele é rasgada: o hematoma da roupa. A agressividade do grupo é extensiva ao corpo de cada membro dele.

A grande revolta dos punks é a falta de oportunidade de inserção no universo social de classe média, gerada pela dificuldade de inserção no mercado de trabalho, isto é, o desemprego.

Consideram que roupa não é ideologia e que não andariam com um “pala boa” porque é traje de gente que ganha dinheiro sem esforço.

Desde o seu começo, o rock tem fomentado impactos, choques, modas, estilos, comportamentos, políticas, revoluções, idéias de declínio e guinada, além de música e dança. Para suas guinadas, o rock conta sempre com a energia dos adolescentes. Basta uma geração ter completado sua missão ou ter dado seu recado, para que outra reação surja com outra proposta.

Uma das grandes guinadas do rock aconteceu em 76, com o movimento punk. Depois de passado o impacto inicial, com a imagem mais desagradável de toda a história popular universal e sob apavoradas pressões de todos, sucumbiu ao peso da própria audácia, mas não morreu. (?)

Vistos como marginais, drogados, sadomasoquistas, assaltantes mirins, travestis, prostitutos adolescentes, sonhadores entre outras merdas mais (maldito mainstream!). Se o mundo do adulto é confuso, não se pode cobrar coerência política do mundo punk, mesmo porque se trata de um movimento de revolta do adolescente, insatisfeito com tudo. Invocam o espírito de mudança. Não é só uma cultura visual ou musical, é também uma crítica e um ataque frontal a uma sociedade exploradora, estagnada e extravagante nos seus próprios vícios.

Mais revolução de estilo, que movimento político, mais sentimento que consciência, o movimento tem, como primeira regra, que não existe regra, ser punk é quebrar regras e não criá-las, é não se preocupar em usar a roupa certa ou dizer os clichês certos, é pensar e se expressar por si, e em grupo, é claro.

Depois de Elvis e dos Beatles, não existiu nada mais contestador, anárquico e subversivo dentro do rock. Existe uma briga pela paternidade do estilo entre americanos e ingleses. Na verdade o movimento nasceu nos Estados Unidos, inspirado nas bandas MC%, Stooges e Velvet Underground. (?)

Em vez da paz e do amor pregados pelos movimentos hippies, essas bandas incendiavam Nova Iorque com um estilo forte, contagiante e sem padrão préestabelecido. Em 1974, a casa noturna nova-iorquina CBGB abria suas portas e por lá passaram Ramones, Patti Smith, The Pretenders. A cena americana era mais musical do que comportamental, não chegou a influenciar a moda ou a quebrar os padrões da sociedade conservadora, era apenas um novo estilo musical, que estava sendo criado, aparentemente, sem que as pessoas percebessem.

Na Inglaterra, o estilo chegou no final do ano seguinte. Milhares de desempregados perambulavam pela periferia londrina sem ter o que fazer; costumavam se reunir numa loja de produtos sadomasoquistas, chamada Let it Rock, de propriedade do empresário Malcom McLaren. Correntes, couro, pregos e outros produtos usados por casais, dentro de quatro paredes, acabaram inspirando a moda punk. (que maravilha, isso ajuda em muito o preconceito atual!)

Falta de perspectiva profissional, desemprego, injustiça social, tudo era um prato cheio para criar um novo estilo, mas faltava algo para o gênero estourar. McLarem, depois de uma ida a Nova Iorque, a negócios, voltou encantado com o que viu. Steve Jones e Glen Matlock, freqüentadores da loja, haviam assistido ao show dos Ramones na Inglaterra, no final de 75, e chamaram o amigo Paul Cook para assumir a bateria. Conseguiram também um vocalista feio, com dentes estragados, que não sabia cantar e usava uma camiseta com os dizeres I Hate Pink Floyd (eu odeio Pink Floyd) e o Sex Pistol estava formado.

A banda mexeu com todos os padrões conservadores ingleses. Apareciam bêbados ou drogados em público, xingavam a rainha em frente das câmeras de tv, pregavam o caos e a anarquia nas letras. Na cola dos Pistols, vieram The Clash, Vibrators, Sham 69, UK Subs. Cuspir nos ídolos durante os shows tornou-se um fato curioso e freqüente da platéia punk. Uma explicação para isso é que as bandas que faziam sucesso nos anos 60/70 acabaram virando uma espécie de semideuses. As pessoas não podiam chegar perto dos popstars. Com os grupos punk era diferente, quem estava encima do palco era um jovem igual aos que estavam na platéia.

Na década de 80, o estilo começou a perder força no mundo inteiro. O choque da contestação já havia sido assimilado pelas pessoas, e os punks de butique começaram a surgir. Alguns grupos que tentavam manter o espírito vivo, pregavam o seu não fim com o slogan punk’s not dead. Nos anos 90, uma nova geração de punk acabou surgindo, sem a mesma ideologia, sem o mesmo espírito de desordem, mas com as mesmas raízes, dentro de três acordes.

O Straight Edg

O cenário punk abriga diferentes comunidades. Monteiro (1999) fala da comunidade SXE que surgiu num momento em que, a cena punk, segundo eles, estava intoxicada, estúpida, contraditória, presa num pensamento do tipo o “mundo estava acabado, não há futuro”. O Straight Edg, ou SXE é um movimento de protesto contra todo esse negativismo, uma alternativa para aqueles que estavam dormindo em cima do próprio vômito.

Por causa do X, tatuado nas mãos, as bandas SXE, inicialmente, eram chamadas de fascistas onde tocavam. Porém, a maioria dos seguidores do estilo SXE não se interessa por nada que aconteça fora de sua comunidade, pelas coisas que afetam a vida das pessoas comuns. Suas bandas ignoram temas políticos e preferem escrever sobre temas infantis, relações amorosas, conflitos pessoais e amizades que se perdem e fazem debandar os membros da tribo.

Líderes de bandas SXE afirmam que o movimento ainda pode ser uma saída para uma juventude fraca, que celebra o uso das drogas como forma de rebeldia, podendo mudar a vida de muitas pessoas.

Para eles, não se pode deixar que algo tão bom passe a imagem de bondade e pureza só dentro de uma comunidade, existindo milhares do pessoas livres de vício, que se esforçam para que existam mudanças que não ficam em casa ouvindo um Cd de uma banda de moleques, que voltarão a beber assim que terminarem o colegial ou tiverem que encarar o primeiro problema que surgir nas suas vidas.

Um SXE hardcore se define como pessoa que busca se livrar de todo tipo de vício adquirido na sociedade atual, como drogas, álcool, cigarros, hipocrisias. Acreditam que o mundo pode mudar com pequenos gestos de solidariedade e altruísmo, transformando-se em um lugar, onde seres humanos possam desfrutar do prazer integral da natureza.

Os SXE vestem-se com roupas de matéria que venha das plantas, que sejam confortáveis e simples, para não serem notados pela sociedade consumista, porque acreditam que não há necessidade de vestir roupa de grife para ser feliz. Não vestem roupas de couro de animais. Não andariam com gente que veste roupa de couro e que usa roupa que dá status.

Têm como lema: se você não quer ser parte do problema, seja parte da solução; antes de mudar o mundo mude você mesmo, combatendo mitos que valorizam o individual, incentivando a ação coletiva e pensando na natureza como conjunto. Dizem–se apolíticos, porém acreditam que é tarefa do homem lutar contra o capitalismo, fora das atitudes individuais; acreditam na necessidade de educar e mobilizar a classe trabalhadora; lutam contra aborto, pelo direito à vida. Pro Life é o nome de seu movimento religioso.

Propõem uma nova ética: as vidas dos animais são só deles e devem ser respeitadas; têm também como lema rejeitar a falsidade antropocêntrica, que mantém a hierarquia opressiva da humanidade sobre os animais: é hora de libertá-los.

Em 1999, (Monteiro:183) quando pesquisava os movimentos de moda que repudiavam o uso do couro, falou com uma vocalista de uma banda SXE que lhe disse:

Na fábrica, na fazenda e no laboratório: laticínios, ovos e carnes, camurça, lã e couro são os produtos finais da tortura, confinamento e assassinato, renunciando seu uso em reverencia a toda vida inocente. O direito da vida selvagem de viver em paz, em seu ambiente natural sem, interferência dessa civilização, não pode mais ser negado.

Para eles, tornar uma cultura digna de ser chamada civilizada exige que se acabe com a crueldade. O veganismo é a essência da compaixão a da vida pacífica. O SXE é uma militância política, que combate todas as formas de exploração, um caminho para a mudança coletiva através da mudança individual. Acredita que, para a formação de uma sociedade justa, as pessoas devem se abster de intoxicantes e de produtos animais.

Ray, vocalista da banda Shelther, falou, em entrevista, para a revista Leberation, em janeiro de 1997, usada com referência pelo grupo, e também, por Monteiro (1999),…Meu Deus! Esse mundo é um lugar ferrado! Temos que fazer algo! Enquanto isso outras pessoas ficaram vendo tv, jogando futebol”. Colocou que o pessoal da cena punk estava muito consciente de que o mundo estava desmoronando e que era preciso fazer alguma coisa: “punk” deve significar reformas e melhorias, deve ver o que está errado e tentar consertar. Diz que quando bandas só falam de namoradas e de coisas estúpidas, mesmo que tenham cabelos vermelhos ou moicanos, parecem-se, mas não são punks, são “mainstream” e perdem a identidade para encontrar abrigo. Temos que encontrar abrigo em algo que não nos iluda, podemos nos fantasiar de “rap” ou “rave” para ir a uma festa, mas não encontraremos guarida.

Essa entrevista tornou-se como hino do veganista, e foi citada infinitas vezes por eles para lembrar que Day diz ser favorável à comunicação (as mídias) porque quer ver as pessoas unidas e que elas, ao invés de condenar, devem-se encorajar a garotada para que sejam sinceros e desprendidos do mundo materialista. Fala do poder da música e aconselha o jovem que quer ser músico. É preciso saber usar a posição de liderança de uma banda, aproveitando a oportunidade para passar, através de suas letras, temas que possam encorajar as pessoas de maneira positiva.

Para ele a mensagem de uma banda afetará a vida de outras pessoas e, antes de formar uma banda e escrever letras, antes de se tornar professor e instruir as pessoas de algum modo, o jovem deve se tornar uma pessoa pura; essa é a coisa mais importante para um músico, que, principalmente, deve ter um estilo de vida honesto e, depois, pode tentar mudar a vida das outras pessoas.

Fonte: Fashion Bubbles

Por Queila Ferraz Monteiro (com alguns comentários meus)

Posted by the girl

 

25
Mar

David Lynch

David Lynch da uma aula sobre marketing nos filmes.

Suscinto eu diria!

Fonte: trabalhosujo

Posted by the girl

 

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25
Mar

Neil Aspinall (1941-2008)

neil-aspinall.jpg

  Morre mais um Beatle. Neil, companheiro da banda de rock mais importante do mundo desde seus dias de infância, era mais do que um simples candidato ao posto de quinto Beatle - patente que talvez caiba melhor ao produtor George Martin por incitar o processo criativo do grupo -, ele era feito do mesmo material que os quatro de Liverpool. Amigo de escola de Paul McCartney e de George Harrison desde os doze anos de idade, ele acompanhou a formação da banda e seus primeiros shows bem de perto, a ponto de assumir o posto de road manager do grupo - em outras palavras, motorista. A partir daí, não largou mais o grupo - e, ao lado de outro compadre de Liverpool, o grandalhão Mal Evans (que morreu em 1976), acompanhou uma das grandes aventuras do século 20. Mas enquanto Mal era apenas um ex-segurança do Cavern Club, Neil era um Beatle. Sempre foi. Quieto e prestativo, tornou-se o principal executivo da Apple e o grande responsável pela volta da banda nos anos 90 com o projeto Anthology. E como o biógrafo oficial do grupo Hunter Davies nota no comentário que escreveu sobre o sujeito no Guardian levou para o túmulo sua versão da história.

Fonte: trabalhosujo

Posted by the girl




 

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